PROYECT MEXICO ELEMENTAL

ELEMENTAL,   MEXICO

 

Arquitectos: Elemental S.A.
Ubicación : Santa Catarina, Gob. Nuevo León, México
Nº familias: 70
Sup. Terreno: 6.591m2
Densidad: 477 (hab/há)
Superficie casa: 58,75 m² (inicial, 40 m2 + ampliación, 18,75 m2)
Superficie dúplex:76,60 m² (inicial, 40 m2 + ampliación, 36,60 m2)
Mandante: Instituto de la Vivienda de Nuevo León (IVNL)
Ingeniería: Área de proyectos e innovación tecnológica, IVNL
Urbanización y especialidades: Área de proyectos e innovación tecnológica, IVNL
Fotografías: Ramiro Ramirez
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ELEMENTAL Chile nos ha enviado la información corespondiente a su proyecto de vivienda colectiva en Nuevo León, México. Antes de revisarlo, queremos destacar que este edificio recién concluido ha sido ganador en los Brit Insurance Awards 2010, en la Categoría de Arquitectura, superando a proyectos como el High Line de Corner, Diller Scofidio + Renfro o el TEA, en Tenerife, de Herzog y de Meuron.

Santa Catarina es una ciudad de 230.000 habitantes, ubicada en el Estado de Nueva León, en el norponiente de México. Este conjunto representa el primer proyecto Elemental fuera de Chile.

© Ramiro Ramirez

El Gobierno de Nuevo León, México, nos encargó diseñar un conjunto de 70 viviendas en un terreno de 0,6 há en un barrio de clase media de Santa Catarina. La densidad requerida sugería aplicar la tipología diseñada para Iquique, sin embargo, el clima de Santa Catarina es muy distinto al del norte chileno (desértico). Los 600 mm de lluvia anuales exigen adaptar la respuesta a esta nueva pregunta.

El encargo plantea el desarrollo de un barrio de clase media, con un financiamiento de US$20.000 por vivienda (casi el doble del presupuesto para los proyectos de vivienda construidos por Elemental en Chile). Sin embargo, los estándares constructivos y la normativa aumentan los costos de construcción significativamente. En este escenario, es muy pertinente la estrategia de invertir los recursos estatales en construir la “mitad difícil” de la vivienda, especialmente dada la capacidad de autoconstrucción observada en México, lo que asegurará un escenario de ampliación de las viviendas muy promisorio.

© Ramiro Ramirez

El Proyecto
El proyecto plantea un edificio continuo de tres pisos de altura, en cuya sección se superponen una vivienda (primer nivel) y un departamento dúplex (segundo y tercer nivel). Ambas unidades están diseñadas para facilitar técnica y económicamente el estándar final de clase media, del cual entregaremos la “primera mitad” (40 m2). En ese sentido, las partes difíciles de la casa (baños, cocina, escaleras, y muros medianeros) están diseñados para el escenario ampliado, es decir, para una vivienda de más de 58 m2 aprox. y un dúplex de 76 m2 aprox.

© Ramiro Ramirez

En segundo lugar, dado que casi el 50% de los m2 del conjunto serán auto-construidos, este edificio es poroso para que los crecimientos ocurran dentro de su estructura. Por una parte queremos enmarcar y ritmar (más que controlar) la construcción espontánea a fin de evitar el deterioro del entorno urbano en el tiempo, y por otra parte hacerle más fácil el proceso de ampliación a cada familia. La cubierta continua propuesta sobre llenos y vacíos protege de la lluvia las zonas de ampliación y asegura el perfil definitivo del edificio frente al espacio público.

© Ramiro Ramirez

En tercer lugar, la experiencia nos dice que en barrios de clase baja las áreas verdes tienden a ser “de tierra“, debido a la escasa mantención y a la distancia que existe entre área verde y casa, que no permite que los vecinos la cuiden. Lo que hicimos en este caso, fue “rodear” el área verde con el edificio, reduciendo al mínimo la distancia entre el espacio comunitario y las viviendas. Esto nos permite definir un espacio colectivo de accesos resguardados, que da lugar a las redes sociales y genera las condiciones favorables para que la mantención y cuidado suceda por la proximidad de las casas.

Todos los departamentos tienen acceso directo desde el espacio público y estacionamiento, condición especialmente relevante en un país en el que cualquier familia puede acceder a un automóvil.

© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez


© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez


© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez


© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez


© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez


© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez


© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez


© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez
© Ramiro Ramirez

vivienda 03

Telhado de abas largas para garantir sombreamento, platibandas, recuos e sistemas de ventilação cruzada, propostos pela arquitetura, além de produtos e procedimentos que colaboram para a redução do impacto ambiental promovido pela construção, formam o conjunto de iniciativas que compõem o projeto casa Aqua.

Com cem metros quadrados e propostas que a tornam exemplo de sustentabilidade, a casa Aqua foi apresentada durante a Feicon 2009, feira da construção civil realizada no final de março, em São Paulo. Da proposta arquitetônica elaborada por Rodrigo Mindlin Loeb aos sistemas e materiais empregados, a residência dispõe de mecanismos que permitem o aproveitamento de água das chuvas, a redução do consumo de eletricidade, a utilização de energia solar e de produtos e materiais recicláveis. “Dentro da casa, foi aplicado o conceito de arquitetura passiva, uma concepção que por si só já garante melhoria no conforto ambiental e a boa utilização dos recursos energéticos”, explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech, uma das participantes do projeto. “O objetivo é mostrar como a construção sustentável tem influência na qualidade de vida dos usuários, na redução do uso de energia e água e na diminuição dos custos operacionais e dos impactos no meio ambiente”, afirma.

A casa foi projetada com sistemas de ventilação cruzada, sombreamento através de brises, platibandas e vegetação, que protegem as faces expostas à maior incidência de luz solar. O telhado tem tesouras invertidas e sua concepção cumpre três funções: promover o sombreamento, captar a água das chuvas e colaborar com a ventilação natural, uma vez que entre ele e a laje da cobertura há um espaço que forma um colchão de ar. O calor que passa pela cobertura é, dessa forma, conduzido para fora pela corrente de ar. A água pluvial é direcionada para um único coletor e, depois, levada para um reservatório que dispõe de filtros para remoção dos sólidos. É também submetida a um sistema de cloração para eliminar resíduos, mesmo não sendo para consumo humano. O ângulo de inclinação do telhado dessa unidade é de 33 graus, mas ele pode variar, dependendo da região em que a casa for implantada e das cargas de vento a que será submetida. “Tratando-se de um protótipo, determinamos a inclinação mais adequada para garantir o melhor aproveitamento das telhas, sem cortes”, afirma Ferreira.

BAIXO IMPACTO
O circuito percorrido pelos visitantes da casa na Feicon mostrou as fichas técnicas de cada solução utilizada para reduzir o impacto ambiental tanto na fase de execução, como na de uso. Entre elas estão os painéis solares para aquecimento de água; o sistema construtivo wood frame, que chega pronto ao canteiro e elimina a geração de resíduos; o sistema de automação, que gerencia o uso de energia; a madeira certificada e as telhas de material reciclado. Ferreira explica que a ecoconstrução envolve a relação do edifício com o entorno, a escolha integrada de produtos, processos construtivos e um canteiro de obras com baixo impacto ambiental. Todas essas orientações fazem parte da metodologia Aqua, que pressupõe um sistema de gestão do empreendimento. “Um canteiro como esse é de responsabilidade das construtoras e dos empresários da construção, mas ainda há muitas empresas que não querem arcar com essas decisões”, ele afirma.

Com cem metros quadrados, a casa Aqua dispõe de telhado que aproveita a água das chuvas, utiliza energia solar para reduzir o consumo de eletricidade e emprega produtos e materiais recicláveis

A casa segue o conceito de arquitetura passiva, com o aproveitamento da ventilação natural e o sombreamento feito por espécies vegetais na fachada, de forma a melhorar o conforto térmico

Corte transversal
O desenvolvimento do projeto de uma casa com as dimensões e as características do protótipo montado na feira pode demorar cerca de quatro meses. E a construção, entre três e seis meses, dependendo do sistema escolhido e dos aspectos do terreno. “Temos no Brasil uma cultura de começar a construir o quanto antes e depois o projeto vem correndo atrás da obra. Não é o caso da casa Aqua. O projeto foi pensado e repensado em todos os detalhes. Antes de iniciarmos a execução, passamos uma semana discutindo a estratégia das etapas de construção, transporte de material etc. Se planejada corretamente, uma residência desse padrão pode ser erguida em seis meses”, observa Ferreira. Todas as ações foram feitas em parceria com as empresas que participaram do projeto. A escolha destas considerou suas ações de sustentabilidade, tanto nos processos produtivos, quanto no desenvolvimento de produtos que reduzem os impactos ambientais, tendo como foco a ação integrada com vistas à eficiência.

Sob a coordenação e o gerenciamento da Inovatech Engenharia, a casa Aqua é uma iniciativa da Missão Econômica da França em conjunto com a Fundação Vanzolini, idealizadora do projeto e responsável pelo suporte institucional na Feicon e Reed Exhibitions Alcântara Machado. O pré-lançamento da proposta ocorreu em Paris, na França, no início de 2009, durante o seminário Brasil Sustentável, organizado pelo Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (CSTB), referência mundial em pesquisas na construção civil. A casa foi concebida de acordo com o sistema de certificação Alta Qualidade Ambiental (Aqua), lançado em 2008 pela Fundação Vanzolini e inspirado no francês Haute Qualité Environnementale (HQE), adaptado à realidade brasileira. A certificação foi desenvolvida com a participação de professores da Poli/USP e do CSTB.

 

 

arq viv

Materiais conformam volumes autônomos e indicativos da setorização do projeto
Em blocos distintos, materiais sinalizam a setorização vertical
Madeira, concreto, elemento vazado, vidro e superfícies coloridas são indicativos da setorização criada por Isay Weinfeld para a residência no bairro do Sumaré, zona oeste de São Paulo. Eles delimitam volumes autônomos e
inter-relacionados que sintetizam a identidade do projeto ao se contrapor à regularidade da implantação linear, paralela à maior dimensão do lote.

Há nítida distinção entre o térreo aparentemente livre e a considerável densidade ou massa construída do pavimento superior, para o que colabora a habilidade do arquiteto em promover o encontro direto, seco, entre materiais e planos. As superfícies que eles conformam, assim, prescindem com frequência de espaçamentos ou juntas de dilatação evidentes, muitas vezes comprometidas, na arquitetura atual, mais com efeitos visuais do que com critérios técnicos ou dimensionamentos funcionais.

É ilustrativa dessa observação a forma como ocorre a junção entre as superfícies aparentes do peitoril de concreto – elemento que percorre toda a lateral e a face posterior do andar superior – e a do bloco vazado em torno da área da piscina. O encontro é direto e coplanar, o que gera até certa tensão visual entre os materiais.

O mesmo comentário vale para a transição do plano vertical dessa faixa perimetral de concreto para o horizontal da laje do térreo, realizada de modo a evidenciar a tênue e precisa aresta que separa um do outro. Um detalhe, por exemplo, já destacado pelo arquiteto no projeto da Livraria da Vila no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, mais especificamente no que diz respeito ao encontro dos planos verticais dos volumes suspensos com as prateleiras perimetrais sob eles implantadas.

Na residência no Sumaré, esses detalhamentos acabaram por gerar certa contradição entre a volumetria modular e segmentada da arquitetura, sobretudo a do andar superior, e a sucessão de espaços integrados em que se desenvolvem os interiores. Assim, embora toda a ocupação nesse pavimento, íntimo, esteja referenciada na regularidade da piscina de 20 metros de comprimento por dois metros de largura, sua volumetria diversificada resulta da sucessão de blocos aparentemente autônomos, vinculados aos diferentes materiais de fechamento especificados pelo projeto.

À madeira corresponde a área dos dormitórios; ao elemento vazado, a piscina; ao concreto aparente, a varanda; e à superfície vertical e arredondada, de cor amarela, a torre de circulação – embora, internamente, a setorização e as vedações transparentes constituam um grande ambiente único.

O grande bloco de elementos vazados se estende ao longo de toda a face frontal do lote, suspenso em relação à rua

Vista em direção ao pavimento inferior, através do vazio frontal. O térreo envidraçado contrapõe-se ao volume de elementos vazados

Varanda do andar superior, no limite entre o volume da piscina e o dos dormitórios. Praticamente inexistem juntas no encontro de materiais

A piscina line ar acompanha o alinhamento do setor íntimo, no p avimento superior

Em síntese decorre a interessante distinção entre os volumes edificados que disputam espaço no andar superior e a ocupação rarefeita do térreo, aparentemente livre e quase todo envidraçado. A residência, portanto, parece se resumir ao denso e suspenso andar superior. Existem, contudo, quatro pavimentos, nos quais se distribuem, desde o piso inferior, o ateliê e as dependências de serviço, a área social, o setor íntimo e a grande varanda da cobertura. Entre eles, vazios de dimensões variadas, como a generosa abertura que delimita o pátio inferior do ateliê, qualificam e dão conforto ambiental aos interiores.